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Nada é sempre a mesma coisa!

» Nada é sempre a mesma coisa! | Iran Rosa | 2005

Sair, pular por sobre as árvores, levitar, achar mais linda a cidade na manhã do feriado, uma nova idade, gozar, condição humana de pisar o chão, cheirar o ar, flutuar no espaço estrelar, ser o impulso mágico do olhar, navegar as ondas desse brilho, deixar rolar… feliz cidade, um instante seja, estamos vivos, o olho ri.

Nada é Sempre a Mesma Coisa é um projeto experimental, ainda em processo, que ousará trazer aos palcos da capital o conteúdo e irreverência tão escassos ultimamente. É assombroso como a falta de referência pode emperrar a noção de nossas platéias. Por estarem acostumadas ao que vêem passar por aqui, deixam de exigir mais dos profissionais da cena! Contentam-se com o que aí está. Sabemos que há muito mais a ser mostrado. Inquieta-nos essa possibilidade, e nos angustia por ainda não estar acontecendo. Há muito de novo neste reino a ser vivenciado.

Com uma equipe de peso, pretende-se retomar o que é “espetáculo”, da boca-de-cena para a platéia, e o que é “conteúdo”, no espaço cênico e no teatro. Os artistas envolvidos, diretores e técnicos trabalham incansavelmente numa pesquisa que, com toda a certeza, trará o que há algum tempo a cidade espera, e ainda não se deu conta.

Nada é Sempre a Mesma Coisa vem chegando. Vamos esperar para ver o “tudo” que esse “nada” tem.

IranRosa | arquitetoIran Rosa
iranrosa@arqs.com
artista gráfico, arquiteto e urbanista

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uma imagem bem bacana

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Inserir urbanisticamente o conjunto, sem negar quaisquer de suas faces. Integrá-lo à cidade, como um espaço de disseminação de conhecimento e cultura, disponibilizando estrutura física repleta de espaços públicos e semi-públicos que induzem ao encontro e convívio entre artistas, espectadores, estudantes e mestres.

O conhecimento, como um bem cultural, é a base da construção da sociedade e da evolução intelectual humana. Levando-se em conta este conceito, estabelecemos a implantação dos edifícios de acordo com seu caráter primordial de uso.

Optamos pela valorização do pedestre. Uma menor quantidade de vagas para automóveis foram dispostas no nível da rua. Com isso, foram liberados espaços para a praça linear e o boulevard cultural, que organizam os espaços construídos e permitem a interligação entre os corpos construídos.

Definimos uma coexistência sustentável entre o edificado e o não edificado, entre o novo e o existente, solidificando o caráter multidisciplinar da manifestação cultural. Preservando a torre da chaminé lembramos que o presente não é gratuito e cedendo, generosamente, a grande praça linear apontamos para a preocupação muito necessária de valorizar a grande chance de criar um novo espaço urbano.

Por fim marcamos a paisagem com os grandes volumes dos urdimentos imprimindo caráter ao edificado para que não haja dúvidas de que esse é um novo momento na cena cultural de Londrina.

essa é bacana mesmo!

essa é bacana mesmo!

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